FICA TRANQUILO, NA TERCEIRA OU QUARTA ESPOSA, VOCÊ ENCONTRARÁ A CERTA.

Agora estou em paz, até que enfim, depois de tudo o que vivi, sofri e perdi, encontrei a pessoa certa! Ela é compreensiva, amiga e companheira para tudo. Quando eu chego, ela me recebe feliz. Ela reconhece minhas qualidades. Faz a comida que eu gosto. Muito raramente discordamos com algo e quando isso acontece, conversamos como dois adultos, com respeito, sem gritos e ofensas. Realmente encontrei a esposa certa.

Eu a ajudo nas tarefas da casa e ainda lavo a louça quando ela precisa. Sempre que lembro abro a porta do carro. Trago um doce ou chocolate ou uma simples flor da rua, toda semana. Elogio suas qualidades e sua comida, até quando não está a melhor do mundo. Volto para casa assim que me libero do trabalho para ficar com ela. Costumo agradecer por cuidar da casa e das minhas coisas, pois sei que assim se sente valorizada. Uma ou duas vezes por mês, eu sirvo café na cama para ela e fico feliz em ver alegria dela em ser tratada assim. Entendi que para ser feliz, preciso buscar fazer ela feliz.

Nem eu acredito que consegui ter paz no relacionamento depois de tantos anos, de tantas tentativas, perdas em todas as áreas muita dor, agora encontrei a pessoa certa. Demorou, mas deu certo. Precisei casar três vezes e quando pensava em desistir, agora, no quarto casamento acertei. Agora sim, encontrei a mulher da minha vida.

Porém Luciana, existe algo errado dentro de mim, preciso lhe falar, eu deveria estar feliz, muito mais feliz, no entanto, muitas vezes um sentimento estranho toma conta de mim e não sei por quê me sinto triste e culpado, e muitas vezes nem consigo desfrutar tanto deste relacionamento e nem dos momentos. Eu preciso identificar e decifrar isso, pois tem me incomodado muito.

Acontece assim, quando estou sendo “bom” para ela, agindo como sempre deveria ter agido como pai e marido, um sentimento de culpa toma conta de mim. O que é isso?!!

Depois de uma pausa, uma conversa e um choro longo então saiu:

Sim Luciana, é isso mesmo, é isso mesmo, inconscientemente eu sabia, mas eu não queria assumir nem admitir e muito menos falar sobre isso, pois dói demais. É duro demais para mim hoje olhar para trás e ver que errei tanto! A verdade, que me sinto mal, pois cada vez estou fazendo algo de bom, cortejando ou ajudando a minha atual esposa eu lembro da minha primeira, a mãe dos meus filhos, que foi tão dedicada e eu nunca fiz nada disso para ela, nunca ajudei nem perguntei se ela precisava da minha ajuda em casa, com as crianças. Nunca perguntei se ela estava bem, se estava cansada ou feliz, se eu poderia fazer algo a mais por nós, ou por ela?

Sabe Luciana, além dela cuidar da casa, ela cuidava dos nossos filhos e da nossa alimentação e eu nunca reconheci isso. Ela nem sempre tinha tempo para se arrumar e me esperar sorrindo e cheirosa, mas sempre com as crianças bem cuidada e o alimento pronto. Ela estava atolada nos afazeres, cuidando de nós e eu nem prestei atenção, eu ignorei! Eu deveria chegar em casa e conversar, pedir se precisava da minha ajuda como faço hoje, e não reclamar ou me deitar no sofá e ainda expulsar as crianças.

Ela falava tanto e eu nunca parei para ouvi-la. Muitas vezes, ainda ficava irritado e respondia com grosseria e agressividade. Eu nunca prestei atenção nos gritos de ajuda que ela estava pedindo, de carinho ou de atenção. Ou será que ela desejava um elogio, um obrigado, um abraço, uma aprovação, ou um sorriso meu? Um sorriso de quem diz, estamos com dificuldades, mas estou aqui, conte comigo. Hoje sei que ela gritava por nós. Ela estava implorando por atenção, por auxílio, por afeto.

Diversas vezes notei ela triste ou brava e eu nunca percebi que era devido minha ausência e omissão. Eu pensava que bastava, por comida na mesa. Ela estava sobrecarregada e sem o meu amor, com certeza deveria se sentir sozinha. Aquele amor que entreguei no namoro, aquele amor que a conquistei, eu casei e não sei porquê, parei de entrega-lo. E para piorar ainda mais, algumas ou melhor, muitas vezes ainda reclamei da comida, da roupa, da casa, do barulho dos filhos e subestimei a capacidade dela.

Sabe, ela reclamava que eu bebia e da minha ausência, ela estava certa, ela queria que eu tivesse saúde e equilíbrio para cuidar deles e passar mais tempo com ela e meus filhos. Ela apenas, me amava. Ela ficava triste, porquê eu chegava tarde, claro, ela deseja minha presença. Ela apenas, me amava! Eu sempre os deixei em último plano.
Eles, me amavam e eu nunca percebi. Hoje sei, que não há nada que criança queira mais, do que a presença dos pais. Eu mesmo, até quando adulto, reclamei muitas vezes, da ausência dos meus pais na infância e nem me dei conta de que estava agindo da mesma maneira com meus filhos.


Justamente agora que pensei e acreditei que encontrei a mulher certa, foi que identifiquei que eu sempre tive a mulher certa, eu é que estava errado. Porque precisei perder, sofrer e fazer outros sofrerem tanto!? Eu não posso voltar no tempo e isso me bate uma desespero. Por que eu não fiz isso, lá no início, por quê? Por que não fui o homem amigo, atencioso e gentil que sou hoje? Por que não fui este homem que sou hoje, para ela naquele tempo?

Eu sinto uma culpa tão grande, uma vontade gigante de voltar no tempo e ser a pessoa que sou hoje com ela, com meus filhos. Eu perdi tanto, na verdade tudo o que vejo que tem valor hoje eu abandonei por orgulho, por não ter buscado ajuda.

Por que nunca abri a porta do carro, para a mãe dos meus filhos, por que nunca tirei os pratos da mesa para ela? Por que nunca a presentei, nem com atenção? Eu nem lembrava do aniversário dela, das nossas datas. Não fomos incompatíveis, nem ela briguenta, eu fui negligente! Por que nunca sentei para brincar com meus filhos? Por que só brigava, era estressado, nunca se quer sentei com eles para brincar.

Eu estou profundamente arrependimento e triste. Eu poderia estar sendo feliz desde o meu primeiro relacionamento, no entanto, por orgulho, preferi sofrer por mais de 40 anos, e hoje nem consigo desfrutar do que tenho, nem me perdoar por ter sido tão tolo e ter perdido tanto da vida com aqueles que de fato me amavam e eu amo.

Meu peito dói…
Como você se sentiu ao ler isso? O que você marido e esposa precisa fazer/mudar hoje, para não perder os seus, o melhor da vida!?

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Publicado por LUCIANA CONTERATTO

Desenvolvendo o melhor do SER humano. Resignificando feridas emocionais, fraturas emocionais da infância, reprogramando crenças limitantes e bloqueios emocionais, você atingirá plenitude em todas as áreas da sua vida. E quando você se cura, você Restaura seus Relacionamentos. A cura pelo amor da psicanálise, mais as poderosas ferramentas do Coaching Integral Sistêmico, PNL, desenvolvi um processo poderoso para restaurar, fortalecer, unir e gerar cumplicidade nos relacionamentos. LUCIANA CONTERATTO Gestora de Recursos Humanos; Psicanalista - Formação e Mestrado em Coach Integral Sistêmico; Analista de Perfil Comportamental; PNL. @restauracaoderelacionamentos

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